O tempo mudou: Como proteger a casa de Catástrofes Naturais e a importância do Seguro Multirriscos
- Quintino Seguros
- 30 de jan.
- 4 min de leitura
Atualizado: 16 de fev.
Portugal enfrenta cada vez mais Catástrofes Naturais como tempestades e o risco sísmico, é uma realidade silenciosa. Descobre se o teu seguro de casa cobre inundações e sismos, e o que fazer em caso de emergência.
A nova realidade climática em Portugal
Não é alarmismo, é estatística. Os eventos climáticos extremos têm aumentado de frequência e intensidade no nosso território. As seguradoras em Portugal têm registado um aumento brutal nas participações de sinistros relacionados com:
Tempestades e ventos fortes: Que arrancam telhados e derrubam estruturas.
Inundações e cheias: Causadas pela precipitação intensa em curtos períodos, que os solos e esgotos urbanos não conseguem escoar.
Ter uma casa é, para a maioria dos portugueses, o maior investimento da vida. Deixá-la exposta a estes riscos sem uma "rede de segurança" é um jogo perigoso.
O Risco Sísmico: O "Elefante na Sala"
Enquanto as tempestades vemos a chegar na meteorologia, os sismos não avisam. Portugal, especialmente a zona de Lisboa, Vale do Tejo e Algarve, situa-se numa zona de risco sísmico considerável.
Um erro muito comum: Muita gente assume que o seguro obrigatório de incêndio ou o seguro base do banco cobre sismos. Na maioria das vezes, não cobre. A cobertura de Fenómenos Sísmicos é, habitualmente, opcional. Num país com a nossa história (lembras-te de 1755 ou 1969?), garantir que a apólice inclui proteção contra terramotos, maremotos e erupções vulcânicas não devia ser um "extra", mas sim uma prioridade.
Esta é uma cobertura que a maioria das pessoas não tem no seu seguro de Multirriscos.

Seguro Multirriscos: A tua primeira linha de defesa
O seguro de Multirriscos Habitação é a ferramenta que transforma o prejuízo total numa situação gerível. Mas atenção: nem todos os seguros são iguais.
Para estares protegido contra a força da natureza, tens de verificar se a tua apólice inclui estas coberturas específicas (que muitas vezes têm franquias e limites de capital próprios):
1. Tempestades
Esta cobertura é fundamental. Geralmente, garante o pagamento de danos causados por ventos fortes (muitas vezes acima de 80 ou 90 km/h) e pelo choque de objetos projetados pelo vento.
O que cobre: Danos no telhado, estores arrancados, danos na estrutura.
O que verificar: Vê se cobre infiltrações causadas pela chuva que entra após o vento ter danificado o telhado.
2. Inundações
Diferente de "Danos por Água" (que normalmente se refere a canos rebentados), a cobertura de Inundações refere-se a fenómenos naturais: trombas de água, chuvas torrenciais, rebentamento de barragens ou transbordo de leitos de rios.
Nota importante: Verifica se a apólice cobre o recheio (os teus móveis e eletrodomésticos) e não apenas as paredes.
3. Fenómenos Sísmicos
Como falámos acima, esta garante a reconstrução do imóvel em caso de tremor de terra. Dado o elevado custo de reconstrução total de um prédio, esta é a cobertura que salva famílias da ruína financeira.
4. Aluimento de Terras
Importante se vives em zonas de declive. Cobre danos causados pelo abatimento ou deslizamento de terrenos, muitas vezes provocados por chuvas excessivas que desestabilizam o solo.

Guia de sobrevivência: O que fazer em caso de catástrofe?
Ter seguro é vital para o "depois", mas saber agir é vital para o "agora". Com base nas recomendações da Proteção Civil e de entidades como a Cruz Vermelha, aqui fica o essencial:
1. Prevenção (Antes de acontecer)
Não esperes pelo alerta vermelho.
Limpeza: Mantém as caleiras e ralos do telhado limpos para evitar inundações.
Árvores: Poda as árvores perto de casa que possam cair com o vento.
Kit de Emergência: Prepara uma mochila com o essencial. Segundo a Cruz Vermelha, deve incluir: água, alimentos não perecíveis, lanterna (com pilhas extra), rádio a pilhas, estojo de primeiros socorros e cópias dos documentos importantes (incluindo a apólice de seguro!).
2. Durante a Tempestade ou Sismo
Tempestade: Fecha bem portas e janelas e baixa os estores. Não saias de casa a menos que seja estritamente necessário. Se a água começar a subir, desliga o quadro elétrico e o gás.
Sismo: Segue a regra "Baixar, Proteger, Aguardar". Afasta-te de janelas, espelhos e chaminés. Abriga-te debaixo de uma mesa robusta ou no vão de uma porta interior. Nunca uses elevadores.
3. Depois da Ocorrência (Acionar o Seguro)
Passado o perigo, é hora de avaliar os danos. Para garantir que o processo com a seguradora corre bem:
Regista tudo: Tira fotografias e faz vídeos detalhados de todos os estragos antes de começares a limpar.
Não deites nada fora: Mantém os bens danificados até indicação da seguradora, sempre que possível.
Participação: Contacta o teu mediador ou a seguradora o mais rápido possível. Os prazos são importantes (habitualmente tens 8 dias, mas quanto antes, melhor).
Mitigação: Faz as reparações provisórias urgentes para que o dano não piore (ex: tapar um buraco no telhado), mas guarda as faturas.
Conclusão: Não deixes a tua segurança ao acaso
As catástrofes naturais em Portugal deixaram de ser histórias dos nossos avós para serem as notícias de hoje.
Se ainda não sabes ao certo o que o teu seguro cobre, este é o momento de ir à gaveta buscar a apólice. Não esperes pela próxima tempestade para descobrir que não tens a cobertura de Fenómenos Sísmicos ou que o capital seguro é baixo demais para reconstruir a casa.
A prevenção é o melhor remédio, mas um bom seguro multirriscos é a única cura quando o imprevisto acontece.
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A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.


